Essa cirurgia radical também não diminui chances de retorno nem a sobrevida
Remover a mama tem sido uma escolha de mulheres que possuem risco hereditário desse tipo de câncer (quando há casos na família, principalmente). Um estudo recente do Centro Médico Erasmus, na Holanda, provou que a retirada da mama antes do câncer se manifestar não diminui as chances de contrair a doença.
As mulheres com as mutações genéticas- que afetam os genes conhecidos como BRCA1 e BRCA2 - têm um risco muito maior de desenvolver câncer de mama. Algumas mulheres escolhem ter seus seios retirados como medida preventiva, chamada a uma mastectomia preventiva, mesmo sem um diagnóstico de câncer.
Para chegar ao resultado, foram estudados casos de 390 mulheres que tinham a mutação genética e desenvolveram um tumor na mama. Deste grupo, 138 haviam removido o seio como uma medida preventiva. Além disso, o retorno da doença e as taxas de sobrevivência foi semelhante para o grupo que fez a masectomia e para o grupo que não fez, segundo o estudo.
Hábitos de vida influenciam mais
Os pesquisadores esperam que os resultados forneçam informações adicionais para melhorar o aconselhamento dos pacientes de câncer de mama na avaliação do risco de redução desse tipo de cirurgia radical. Estudos anteriores mostraram que o estilo de vida é o maior responsável pelo aparecimento do câncer de mama, e inclusive, conta mais do que os genes. Outra investigação recente mostrou que pode ser eficiente destruir células do câncer de mama por meio do congelamento do tumor a partir da técnica chamada de crioterapia usando a tecnologia de imagem-guiada
Fonte: http://www.minhavida.com.br
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