Posted seg, 16/11/2009 - 11:29 by Willian Matias
O apagão que atingiu quase todo o país afetou todas as cidades do litoral paulista, e dois municípios do Vale do Ribeira.
No litoral sul, as cidades de Peruíbe, Mongaguá e Itanhaém sofreram com o apagão por volta das 22h15 às 3h30. Escolas tiveram que dispensar alunos. A Polícia e a Guarda Municipal saíram às ruas para reforçar a segurança preventiva.
Vale do Ribeira - Em Itariri e Pedro de Toledo, no Vale do Ribeira, o apagão aconteceu das 22h10 às 2h30. Segundo as prefeituras das duas cidades, as escolas também tiveram que dispensar seus alunos.
Litoral Sul - No hospital público de Mongaguá, houve um curto circuito no gerador, por isso foi preciso transferir dois pacientes que chegaram lá durante o apagão, à Santa Casa de Praia Grande.
Em Peruíbe, no pronto-socorro, aconteceu algo semelhante. O gerador que deveria abastecer o hospital de Peruíbe na falta de energia elétrica não funcionou e por isso durante o apagão, não pôde ser utilizado. O equipamento já está sem funcionar a quatro meses. Por isso, uma unidade de saúde ficou às escuras por mais de três horas. Além de raio-x, incubadora da UTI neonatal, tudo ficou parado.
Segundo Antonio Carlos Bianchi da Silva, diretor da Saúde de Peruíbe em entrevista à TV Tribuna, uma criança que necessitava de raio-x foi encaminhada ao Hospital Regional de Itanhaém e lá tomaram as devidas providências.
O aparelho ainda não foi consertado por causa de um problema com a empresa que venceu a licitação pública. "Estavam faltando algumas certidões que nós temos que prestar conta pro Tribunal de Contas do Estado”, explicou Luis Fernando Machado, administrador do hospital. “Nós fornecemos uma semana pra empresa legalizar essas certidões", concluiu.
Sem o único gerador em operação e com apenas três luminárias de emergência, os leitos dos mais de quinze pacientes que estavam internados no hospital durante o blecaute, ficaram na escuridão. "Apesar do nosso hospital não ter um centro cirúrgico, não ter cirurgia a não ser a maternidade, nem termos Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que é o que consome mais energia, o atendimento ficou complicado.
Segundo pessoas que estavam no local, o caso causou certo tumulto, alguns inclusive entraram em pânico não só pela falta de energia, mas porque alguns aparelhos que não tinham baterias próprias também não funcionaram. Em função disso, a Polícia Militar e a Defesa Social foram acionadas.Fonte:
http://www.reporterregional.com.br/
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